Fabrico Próprio

Fabrico Próprio

Vi-o pela primeira vez n’A Vida Portuguesa, mas foi durante um brunch n’O Pão Nosso que o resolvi comprar. Fiquei a namorá-lo a refeição inteira e no final levei-o à caixa, para saber o preço — a pessoa que me atendeu riu-se às gargalhadas antes de me responder: “Não vai acreditar no preço! Juro que não vou ficar com uma parte para mim!” E eu, já à espera do pior, oiço de seguida: “São 35€”. Uff.

fabrico próprio

Sejamos razoáveis: estamos a falar de um livro de mais de 300 páginas, uma edição de autor, uma enciclopédia que reúne todos os exemplares de bolos semi-industriais portugueses. Aqueles que encheram as nossas infâncias de açúcar, felicidade e desejos gulosos (a minha não muito, que comia mais os feitos pela minha mãe).  Criá-lo deve ter sido muito trabalhoso, pioneiro; avançar para a sua edição foi certamente um ato de coragem; portanto, o preço parece-me mais do que justo. Mas compreendo o momento de diversão que trouxe ao dia do rapaz, que mais surpreendido ficou quando disse que o queria levar (e mais piadas fez).

fabrico próprio

Histórias à parte, o Fabrico Próprio conta realmente a história da nossa pastelaria semi-industrial, leva-nos por locais míticos — a minha vizinha Namur não aparece, mas devia! — mostra-nos diagramas sobre como fazer palmiers ou queques e no final vem o melhor: um verdadeiro guia de todos os bolos, ilustrados e explicados!

fabrico próprio

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O que é que podemos fazer com isto? Experimentar todos! Por isso, fiquem por aí, porque teremos muito açúcar para distribuir por aqui nos próximos… anos?

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1 Comment

  1. […] Como disse há tempos atrás, não sou uma grande conhecedora da pastelaria semi-industrial portuguesa, por isso lancei-me no desafio de provar todos os bolos do Fabrico Próprio com muito entusiasmo. Prefiro um scone a uma bola de Berlim, mas nunca se diz não a maravilhas por descobrir! O trinitá foi o primeiro, por motivo nenhum em especial. O Gonçalo foi à Namur e escolheu-o ao acaso. […]

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