Um fim de semana em Londres

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Deixar Lisboa numa sexta ao fim do dia e regressar na segunda-feira de manhã, permite-nos desfrutar do destino da viagem de forma mais completa e tranquila. Quando digo que passei um fim de semana em Londres, passei realmente um fim de semana inteiro a calcorrear a cidade. O que, numa cidade desta dimensão, significa que não vi quase nada.

Na realidade, nem tinha ambição de ver. Não tinha ambição de ir a museus, musicais, visitar o sítio a, b ou c. Não tinha planos porque não tive tempo de os fazer — comprámos o imprescindível guia da Lonely Planet numa livraria à beira de Portobello Road — e porque estou cansada e só me apetecia (apetece) não pensar muito em nada. Também é para isto que serve o tempo livre, felizmente.

Mas vamos ao que interessa — Londres.

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Londres tem o encanto que acredito só voltar a encontrar em Nova Iorque, se um dia a chegar a visitar. É o encanto de aterrar numa cidade, mas conviver com culturas de todo o mundo. Principalmente através da comida, no meu caso. Portanto, aí vem a frase polémica — o que mais gostei em Londres foi a comida.

Agora mais a sério — fiquei maravilhada com os mercados, principalmente com Portobello Road e Brick Lane. São os cheiros, as cores, as pessoas. Tudo a passar a grande velocidade por nós. Os encontrões, o provar isto aqui e aquilo ali. Descobrir coisas novas.

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E depois dos mercados, adorei os jardins. Enormes, cheios de gente porque o fim de semana era de bom tempo. Viver num país cheio de sol o ano inteiro faz de nós seres exigentes. Lá, qualquer raio de luz serve para estender toalhas em relvados e passar a tarde de barriga para o ar ou a lançar um papagaio.

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Não tenho um roteiro para recomendar, mas tenho um conselho: se só têm dois dias, não os percam a correr de sítio em sítio, com uma lista de locais a visitar na mão. Aproveitem o passeio, com calma, e vão até onde as vossas pernas o permitirem. O mais importante é sentir a cidade, parece-me.

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Mais fotografias no sítio do costume: www.flickr.com/photos/silviacdias

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